Pesquisar este blog

domingo, 19 de janeiro de 2014

Reviver

Definitivamente, percebo o compromisso que tenho com Deus quando meu coração registra momentos extremamente valiosos em minha vida. Ter consciência da grandeza e generosidade de suas ações em minha vida me faz mergulhar em águas puras. Meu coração abrigará um novo ser. Então, com o olhar mais profundo (o olhar de mãe e avó) examino esse território povoado de pessoas que tanto amo e, com verdadeira autoridade afetiva busco coragem para expulsar os arruaceiros, verdadeiros intrusos que aproveitam uma fenda e constroem muralhas, tolhendo-me a liberdade de ser alguém melhor e ferindo meu coração como um “espinho na carne”. Sendo assim, quero reviver as experiências boas, sonhar acordada, construir castelos no ar e esperar minha netinha chegar.                                                             
 ”A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos”. John Lennon




quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

E nada mais me importa...que o tempo!

Cada vez mais necessito de tempo, embora eu tenha vivido "quase" muito tempo nesta vida! Valorizo cada minuto do tempo passado com as pessoas que estão próximas a mim. O tempo passa a ser o maior tesouro quando o vento sopra cinzas numa pele morta, quando as rugas insistem nas marcas do tempo. Nas mãos cansadas trago sementes de felicidade ao segurar nas mãos tão frágeis de minhas netinhas; ao coração a ilusão de que o tempo é infinito. Quão bela é para a velhice a ingenuidade de uma criança! Na mente a beleza de saber aconselhar. Quão bela é a experiência consumada! Só uma coisa é necessária na angústia do passar do tempo: suportar com resignação à Vontade Divina; pois isso ajudará a manter a fé viva e a chama acesa! Para não desperdiçar o tempo há que estar sempre atento."Pois para tudo há tempo, para cada coisa há um propósito debaixo do céu: tempo para nascer e tempo para morrer." Eclesiastes 3.1

Sem medo do inesperado e do inusitado

Depois de tantas celebrações, momentos lindos como os fogos que iluminam o céu na passagem do ano, todos ainda dormem. E eu observo com encanto e magia minha netinha, ao meu lado, que dorme como um anjo sem asas, sem preocupações, sem planos, sem medo do inesperado e do inusitado. Apenas ilumina como o vaga-lume em noite escura.
 Abro uma fresta da janela para que entre uma réstia de sol em meu quarto e em minha vida, pois cada vez mais necessito de luz para seguir meu caminho e carregar meus sonhos na imensidão do tempo.
Como disse o papa Francisco: “Tenham coragem. Não tenham medo de sonhar coisas grandes!”



terça-feira, 31 de dezembro de 2013

DESPEDIDA



Hoje é o último dia do ano de 2013. Ainda é madrugada, ainda deitada ouço o canto do galo. Bom relembrar que esse galo tornou-se meu vizinho neste mesmo ano, bom ressaltar que é um excelente vizinho. Nunca me incomoda, nunca. Gosto tanto desse momento, que aproveito o silêncio para refazer os percursos da minha viagem, sujeita a muitas estações, nestes 365 dias de 2013.
Foram dias entrelaçados de sol e felicidade; chuva e saudade; vento e amizade; tempestade e esperança! Um constante sim à vida, ao amor que nasce todos os dias, ao perdão e à fé que se renovam, invisíveis, como a luz que ilumina o dia.
Então, amanhã, tudo permanecerá igual: quero semear alegria, doar felicidade ao próximo, ensinar e aprender com o outro, aprender com a vida, amar gente e animais, enfim, ser cidadã e filha de Deus!

Feliz 2014!
Rosana Silva


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O Batismo e o chapéu

Durante a renovação do batismo de minha afilhada Jaqueline, sexta-feira passada, minha memória insistentemente trazia à tona a recordação de um batismo, ao qual também fora madrinha. Desde o início, eu desejava batizar aquela criança.
 Naquele domingo, lembro-me claramente que acordei com os olhos verdes de esperança e a alegria no coração. Assim, extremamente feliz, fui ao encontro da minha primeira afilhada. No entanto, em minha chegada, ao olhar atentamente para minhas mãos vazias, uma onda de fúria e violenta decepção invadiram a alma daquela mãe, que aos berros dizia: Cadê o chapéu?! Você não comprou o chapéu?! Eu só pedi o chapéu e você não comprou!
Então, sem o chapéu que ela tanto sonhara para a filha, não poderia ir ao batizado, não sem o chapéu.
Segui, apesar de tudo, em direção à igreja. Ela nunca soube que a água benta do Espírito Santo misturada com minhas lágrimas jorraram com imenso amor sobre a cabeça de sua filha.
Nunca soube, pois não estava lá. Nem o chapéu!