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terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Lista de compromissos em dezembro!

Meados de dezembro e quis colocar na agenda a lista de compromissos: convite ao início do ano litúrgico: o advento, viagem ao Rio para formatura da neta mais velha, almoço de despedida pra irmã e cunhado que estão de viagem marcada pros EUA, visita pra irmã em Taubaté, visita pros parentes e à amiga professora em Piquete, encontro com a amiga de todas as horas e com os amigos, que são amigos dos "pets" das netas, viagem novamente pro Rio pra festejar Natal e Ano Novo com a família! Caminhada à noite pela cidade pra admirar as lojas de brinquedos que sempre nos encantam e nos atraem, os enfeites vermelhos e brilhantes na praça da cidade. E, algum compromisso inesperado ou aleatório. No entanto, a saudade e o silêncio da noite revelam as emoções que nos fazem sentir na carne a dor mais profunda. E, gostaria de receber dezembro com alegria e a alma ensolarada. Um mês sempre tão lindo e cheio de presentes. Mas no ano de 2025 vivi momentos marcantes e outros nem tanto. Fiz 61 anos em agosto e tenho plena consciência da pessoa que sou, do que me faz feliz doando meu tempo a quem precisa de mim. A presença que posso dar ao outro é meu maior tesouro. Andei com frequência curtas distâncias em busca da cura e do alívio das dores intensas que meu irmão sentia por causa do câncer que levou sua alegria e sua força antes mesmo de levá-lo desta vida. Em seguida, a grande alegria trazida pela viagem à Alemanha me encheu novamente de ânimo através da companhia diária da minha neta cheia de histórias de amor e ternura. De certa maneira fiz essa viagem sujeita a ventos e tempestades, pois guardava em segredo que minha irmã caçula também estava lutando corajosamente contra um câncer. E eu carregava sempre nos olhos o pranto sem lágrimas, o embargo na voz melancólica. Como um relâmpago, acordei naquele dia de agosto com a sombria notícia da repentina partida da minha irmã, daquela que amava mais do que era amada, daquela que vivia das migalhas de tempo, das migalhas de carinho, das migalhas de tudo. Quase nada desejava e quase nada possuía! Quase não tive coragem de começar a escrever e, quando a gente tem um porquê para viver, a gente suporta quase qualquer coisa. E termino em silêncio emocionada! E, com desejo de cumprir a lista de compromissos com palavras cheias de amor, desejo de abraçar a vida e a família que estará por perto! E trazer na memória os que já se foram e, no coração os que estarão longe da gente! Então, desejo apenas que se cumpram as promessas!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Ora menina...Ora princesa!

A menina nos encanta com magia congelante. Ora Anna impulsiva, ora Elsa fascinante. O medo é seu limite, seu sonho é livre estar. A noite é inimiga, mas a luz a faz brilhar! A menina nos seduz para história encantada. Ora Isabela perfeita, ora Mirabel preocupada. Com dom e cores vivas colorindo cada canto. Pra vida florescer sem perigo e com encanto! A menina nos inspira a revisitar a infância. Ora Magali comilona, ora Bela em elegância. Sua vida é fantástica e a magia é constante! A menina nos conta um mar de aventura. Ora Moana destemida, ora Gabby criativa. Elisa, princesa ou menina? É "tudo o que ela quiser ser"! Feliz aniversário princesa Elisa, amorzinho da vó Rosana! Feliz 7 aninhos... repleto de encanto e doçura! Com muito amor... vó Rosana!

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Anotações históricas

O mês de novembro chegando ao fim. E com ele chegou ao fim também a COP30. A COP30 foi a 30º Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (Conferência das partes), realizada em Belém do Pará, no Brasil, de 10 a 21 de novembro de 2025. Com certeza COP30 ficará marcada por suas características únicas e momentos especiais. Na região amazônica, líderes do mundo todo se reuniram para tentar encontrar acordos para ações para evitar o desastre sem precedentes que podem ser provocados pelas mudanças climáticas. Nestes dias tivemos protestos, festas e até incêndio! E termina com resultado abaixo do esperado e, mais uma vez foi marcada pela disputa entre os países ricos e os países em desenvolvimento, mas consolida marcos relevantes em justiça climática, gênero e participação dos povos. E pela primeira vez na história das COPs, o tema do racismo ambiental ganhou destaque oficial. O documento pede o enfrentamento das desigualdades que impactam de forma desproporcional pessoas negras, povos indígenas e comunidades. O mundo saiu de Belém sabendo que continuaremos lutando para que a justiça climática seja o centro das decisões internacionais. Não somente este mês está chegando ao fim, mas o ano também! E eu penso que as guerras também poderiam chegar ao fim, todo tipo de guerra. Talvez se um dia os homens pensassem e fizessem tudo diferente, a felicidade estaria em meus olhos verdes de esperança!
Paráfrase é a reescrita de um texto usando outras palavras, mas mantendo o sentido e a ideia original.

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Recria tua vida, sempre, sempre!

Por um momento, me aproximei da janela e de repente observei a beleza do céu azulado e do sol estalando tão perto de mim. E me dei conta que estou morando aqui há pouco mais de 1 ano, no 7º andar deste belíssimo edifício. Neste interim de agosto de 2024 a julho de 2025, mais uma viagem para Alemanha. A 3ª em menos de 1 ano! E outras tantas ao Rio de Janeiro! São viagens inesquecíveis que podem ser consideradas oportunidades para novo ciclo da minha vida. Vale ressaltar que o novo ciclo refere-se aos 60 anos de idade e à passagem do tempo de muitos acontecimentos alegres, tristes e, sobretudo inesperados. Quando resolvi mudar da antiga casa que morei por mais de 30 anos, a decisão chegou forte e repentina. Estava triste, abatida e recolhida dentro de mim mesma, devido à mudança de minhas três netas para o Rio de Janeiro e da netinha caçula para a Alemanha. Às vezes a separação significa sofrimento, mas não o fim da vida, nem o fim de todos os afetos, mas transformação ao longo do tempo. Estava decidida, tinha força para lutar, mas coragem para mudar também não tinha ainda. Seria isto possível, meu Deus! Às vezes, tinha esperança, como se algo diferente pudesse chegar do nada e de repente. Eu quis acreditar que poderia traçar outros caminhos e me refazer para uma vida nova. E ela chegou, avançando sobre o futuro, agora e aqui do 7º andar, olhando do alto a vastidão deste céu acredito que valeu a pena ter deixado as boas lembranças guardadas com tanto amor para viver as certezas de uma vida que havia sido esvaziada naquele momento. Bem, de nada vale agora pensar nisso! É possível medir a distância que nos separa daqueles que amamos? Creio que não. Eu me enchi de fé em Deus, de novos sonhos, outros destinos e um horizonte de possibilidades, mesmo que tudo o que eu vivi de bom ou ruim tenha ficado para sempre, pois em qualquer circunstância a recordação se fará presente em minha vida. O amor, com o tempo, desenha outros caminhos que aos poucos fui preenchendo de novas lembranças, outras saudades. E minha vida tem ficado cada vez mais cheia de esperança!

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Não sabia que eu te amava tanto assim!

Uns diziam que ela não "vingaria" já que nascera tão magrinha, tão doentinha, a oitava filha de minha mãe, a dona Carmem ou Carminha, como era chamada. E que ela ia ter uma vida muito sofrida. Mas outros diziam que valeria a pena ser cuidada pela avó que vivia na roça, que criava cabras no imenso quintal rodeado de muito verde! Ela insistia em querer viver e isso foi tão importante. Porque a vida dela era importante para algumas pessoas daquela casa. Em 07 de agosto do ano de 1970, na cidade de Piquete, ela nasceu e por muitas pessoas ela foi tratada como se fosse alguém inferior. Pior que isso, era tratada como se não fosse pessoa da própria família. Pior ainda, era tratada como se fosse incapaz de aprender qualquer coisa. E só era bem tratada o suficiente para permanecer com saúde e poder fazer companhia para a avó. Em outros lugares, ela quase nunca visitava, devido a dificuldade e a falta de vontade mesmo. Ou eram os irmãos ou era a mãe que tinha de ir lá, na Tabuleta. E então, muito tempo depois, que essa oportunidade de passear existiu, pra valer, na vida dela. Porque a casa onde ela, os tios e avós tinham morado ficava distante da cidade. Então, eles mudaram para bem perto de nós. O avô não tinha diploma, mas tinha sabedoria, tinha o tipo de educação necessária para conseguir um emprego remunerado. Então, deixou a roça para trás e veio trabalhar na Fábrica Presidente Vargas. Foi nessa época que nossa amizade tornou-se sólida e passamos a conviver diariamente. A avó acordava com as galinhas, naquela hora em que até o dia ainda está em dúvida se vai raiar. Como sempre fazia, desde quando morava na roça. A menina que já não era tão magricela assim, pulava da cama e logo tratava de ir à cozinha que ficava no quintal, um rancho de pau-a-pique com fogão à lenha,tão modesto quanto aconchegante. Lá tomava um gole de café e comia fubá torrado ou café com farinha de milho na caneca de alumínio. Se aproximava do tanque, lavava a cara, ajeitava o cabelo, penteando-o com as mãos. Em seguida, jogava milho pros galos, galinhas, patos que ocupavam boa parte do quintal, chão de terra limpinho, sem nenhum mato, pois as aves se encarregavam disso. E só depois disso que ela ia comigo pra rua pra gente sentar e conversar lá no banco de madeira feito pelo nosso avô. E assim, você Rosilene, passou a gostar tanto de mim que dizia que moraria comigo após a morte da nossa avó. Entretanto, muita coisa mudou, para dizer a verdade, quase tudo mudou! E hoje? Hoje meu coração está sem direção, sem acreditar que não irei mais te encontar, que não irei ouvir mais o celular tocar o dia inteiro, que não verei mais você do outro lado, sempre deitada quando conversava comigo. Eu não sabia que eu te amava tanto assim, não sabia a falta imensa que você faria em minha vida, não sabia o quanto fazia bem para mim em dar boas risadas de suas "atrapalhadas" dentro do circular com seu Tio Ley que você amava tanto.
Hoje eu sei, eu te amei muito e, na maioria das vezes, fui uma irmã amorosa, "sem xingar, sem gritar" com você Rosilene! E compreendo também seu desejo de partir sem a minha presença.Talvez meu coração não suportasse tanta dor, a dor que está dentro do meu coração pela sua ausência. Ah! Rosilene, eu não sabia que te amava tanto assim! E tampouco que você iria embora sem se despedir de mim! Com tanto amor, sua "irmã do coração", como você me dizia! Neia

sábado, 3 de junho de 2023

A menina do vento







A menina do vento

     No cantinho do meu quarto a menina fez morada
     Tem encanto e tem magia na casinha tão sonhada
    Tem a lua e tem o sol ou qualquer outra estação
           Transformando minha vida com leveza e inspiração!

            No cantinho do meu quarto tem história e invenção
        Tem o amor de uma menina e a ternura pelo cão
       Sem destino e incerteza na chegada e na partida
   E reacende a esperança em cada despedida!

            Nesta morada encantada tem uma menina valente
     Esta menina tão sábia, inquieta e irreverente
     Ela fala o que pensa e esconde o que sente!
 
A vida desta menina é música e ventania
     Trazendo pra mim aromas, afetos e melodia
       Ela é livre como o vento em busca de alegria!


Para Luísa ...com amor vó Rosana
03/06/2023......Luísa faz 9 anos!


 

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Lista de coisas que me deixam feliz!




O canto do galo pela manhã
O cheiro bom do café na cozinha
A família abençoada
O sorriso das três netas
Pizza com manjericão
O cachorro no quintal
O livro
O domingo
A praia
O vento
A chuva
E o girassol                                                                                                                   
Escrever, trabalhar
Ficar em casa
Poder ajudar
Apenas viver
Pra ver ...
O arco-íris !!


Rosana Silva





quarta-feira, 30 de março de 2016

Para além do tempo...

Ao escolhermos uma fotografia para ilustrar um poema, estamos estabelecendo completude entre eles. Ela não esgota, é claro, as possibilidades que os versos dão à imaginação, mas, se bem escolhida, pode dar aos olhos uma amostra do que os versos conseguem provocar.
Ah! Se sua história fosse um raio de sol! Seria, irresistivelmente atraente, forte... Tão intensa de graça, tão fascinante de luz! Tão cheia de mistérios e caminhos que seduz! Ah! Se sua história fosse um labirinto! Seria, desordenadamente complicado... Tão difícil desvendar, tão fora da razão! Tão cheia de coragem e impulsos de emoção! Ah! Se sua história fosse uma verdade! Seria, essencialmente perturbante... Pra viver...tanta coisa importante! Ah! Se sua vida fosse uma história! Seria, certamente, história de superação! Pra vencer...com propósito e direção!

terça-feira, 30 de junho de 2015

1985 ... 2015



Naquela manhã do início do inverno, as ruas ainda se desmanchavam entre neblina e orvalho quando saíram de bicicleta em direção ao hospital da cidade.
Também naquele domingo, as nuvens fugiram do céu e as pessoas descansavam silenciosamente, pois não queriam perder o encantamento da história (acabara os anos de chumbo: fim da ditadura militar).
Tinha certeza de que aquela situação estivera me esperando por longos meses a fio.Os minutos e as horas transcorreram como num sonho.
Os olhos com discreta serenidade daquele pai congelaram o tempo e as lembranças daquele dia. Assim, não foi preciso nenhuma explicação para mudança de seu nome.
Naquele 30 de junho, conheci o prazer de ser mãe, de explorar caminhos que se abrem em nossa alma, de abandonar-me à beleza e ao mistério da vida e de Deus.
Então,sua presença enchia de esperança cada canto daquela casinha dos fundos.
O tempo passou... E durante muito tempo a imagem guardada no coração foi a de seu nascimento: um parto sofrido demais... como um silêncio cheio de lágrimas que eu ainda não tinha aprendido a descrever com palavras.

Para Marcella,
Com amor, mãe Rosana



terça-feira, 2 de junho de 2015

Era uma vez...




Enquanto a manhã se espreguiçava
Em sopros de luz inclinados
Entre fé e esperança chegava
Encanto e doçura sonhados

E à luz de meus tantos anos
Eu quis congelar o tempo...
E com um sorriso impresso nos lábios
Eu quis congelar o tempo...

E o tempo transcorreu como alucinação
E num mundo de imagem e sensação
Eu quis abandonar-me à imaginação

E sob a proteção da luz enfeitiçada
Escrevi um conto de fadas...
E Luísa... a princesa encantada!

Com muito amor pra Luísa, minha princesinha!
Vovó Rosana

domingo, 29 de março de 2015

O catador de sonhos






Naquele ano de 1991 eu completaria 27 anos de idade.Casada e com duas filhas - uma faria 6 anos e a outra 3.
Morávamos numa casa modesta, nos fundos da casa de uma professora. Com apenas três cômodos, o quarto era o ninho perfeito para tantos sonhos. Ali,quase todas as noites, contava para elas os mais belos contos de fadas e outros tantos que eu inventava.
Nossa princesa chamava-se Elisa e Seu "RABUJA"era o catador de sonhos que durante a noite, roubava os sonhos, para então, transformá-los em realidade durante o dia.
Boa parte do tempo passava alegre, contemplando tanta ternura. Então, transformava tudo em histórias e lançava sobre elas, a bênção das fadas.
Talvez seja utopia, mas sabia que as filhas sonhavam o mesmo sonho: que o pai e a mãe ficassem juntos e felizes para sempre, como nos contos de fadas.
E naquele ano, Seu "Rabuja"não catou esse sonho ou deve ter morrido; tentei explicar com minhas palavras hesitantes, à filha mais nova, as conturbadas mudanças em nossa vida. Parecia não entender ou não estivesse interessada.
Compreendi então, que a aparente indiferença dela, não era porque estivesse desinteressada, mas porque, sonho e realidade não cabem em palavras e, isso se transmite no olhar. Olhar marcado intensamente pelo medo, saudade e resignação.
Acredito que a infância seja o chão sobre o qual caminharemos o resto de nossos dias.Se for esburacado demais vamos tropeçar mais, cair com mais facilidade. Porém, dentro de nossos limites, podemos intervir, errando e acertando entre os desafios de cada dia. Nem tudo pode ser sonhado: misturamos em nós a possibilidade de sonhar e a certeza de sofrer.
Se insisto nestas lembranças é porque penso que a família, que nos define tanto, pode ser um porto confiável de onde partimos e ao qual podemos retornar, ainda que em pensamento. Aquele lugar que será sempre o "meu"e o "seu" lugar, mesmo que eu já não viva nele.



Com muito amor e carinho pra você Letícia que completa hoje 27 anos!
Nossa vida não é um conto de fadas e não podemos alterar o passado. Não comandamos o destino de nossos filhos, nem ao menos podemos sofrer no lugar deles. Ter filhos é viver com as incertezas e crer sempre que Deus está conosco mesmo nos momentos de dor e sofrimento.
Te amo muito, mãe Rosana

domingo, 7 de dezembro de 2014

Memórias de meu avô

Lá na Tabuleta, onde meu avô morava, quando o dia chegava ao fim, a noite trazia encanto e magia com a luz escassa e amarelada da lamparina, o pisca- pisca dos vaga-lumes e o coaxar ininterrupto dos sapos. Então, com o calor da brasa nos pés, o arrepio ficava por conta do medo e dos "causos"contados por meu avô. "Antigamente..." "Naquele tempo..." "Lá pra aquelas bandas...onde Judas perdeu as botas" , assim, meu avô iniciava as mais belas narrativas de aventura, que até mesmo Robinson Crusoé, ficaria encantado! No dia seguinte, eu rabiscava no chão tudo o que restava na memória, pois a escola ainda não tinha chegado pra aquelas bandas. Porém, meu avó tinha escutado que um tal "mascate" iria ensinar os números pra "módi podê vendê" as mercadorias lá na roça. Meu avô não aprendeu nem os números; nem as letras! Certo dia, ele disse que teve um sonho lindo. Sonhara que sua neta era professora na roça. - O que faz uma professora, padrinho? ( era assim que eu o chamava) - Ensina a gente a "aprendê", respondeu com doçura na voz. Muito tempo se passou... E a neta cresceu e aprendeu a ensinar! Homenagem ao meu avô José Geraldo Ambrósio, pois hoje dia 07 de dezembro seria seu aniversário!

Minhas Netas










Minhas netas eu vejo que são três
E cada qual é da beleza irmã,
Se eu quero Lavínia, muito quero Laís,
Da mesma forma quero Luísa.

Tendo a meiguice da primeira neta,
Vejo a segunda que me prende e encanta,
A mesma estrela que reluz e brilha,
Se olho a terceira, vejo a mesma santa.

Se a cada uma com fervor venero,
fico confusa sem saber das três
Qual a mais linda e qual me faz feliz
Se é Lavínia, se é Luísa ou se é Laís.

 E já velha, a pensar de quando em quando
Que um dia  voltarei ao pó,
Eu sou feliz e morrerei pensando
Que as três netas que tenho é uma só.


Paráfrase do poema " Minhas filhas"  de Patativa do Assaré para minhas netas: Lavínia, Laís e Luísa
restiadesol.blogspot.com.brCom muito amor vovó Rosana Silva

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Vestígios do passado

Ao alcance de nossos olhos, tão presente em nossas vidas,descobrimos através das numerosíssimas postagens nas redes sociais, que sempre temos algo surpreendente pra admirar. Numa delas, as fotografias que nos remetem à infância. Não posso perder a ocasião de rever fotografias antigas que me ajudam a recuperar lembranças do passado. Nessa teia , isso é perigosíssimo, pois sem dó, a memória nos abandona e brinca de esconde-esconde. Mas desconfio que o verdadeiro passado, adormece num canto qualquer ou numa fotografia. Tenho que refazer todo o caminho de volta com cuidado, pois o que vejo agora é a paisagem de sempre. Fico pensando nisso e me pergunto: poderia ter modificado algo? Terei tido chance de escolhas? Acho que sim. Tenho saudades daquele tempo que nunca voltará, dos meus olhos esperançosos, de meu pai, de minha mãe e às vezes de alguns sons que me conduz até à velha casa de meus avós: o canto do galo, o coaxar dos sapos ao longe.Também, do pisca-pisca dos vaga-lumes, do sabor das amoras, do cheiro do café.
Mas nada, nunca mais, se compara a tudo o que vivi, tudo o que senti naquele tempo. De um lado, minha memória, que traz vestígios do passado, que havia tempo para tudo. Do outro lado, minha vida, cheia de incertezas, num mundo que anda depressa. A imaginação voando solta, transformando tudo em poesia.



domingo, 29 de junho de 2014

Encanto e doçura


De repente, num passe de mágica;
Já conhecia as  letrinhas;
Era só vê-las juntinhas;
Soletrando L-A-V-I-N-I-A!

Por isso mesmo fascinante,
O fruto da imaginação;
Se atrapalha co'as palavras;
Faz da leitura, diversão!

Quase nem precisa falar nada;
Apenas ouvir da memória;
O que aprendeu na escola!

Com encanto e com doçura;
Teus rabiscos faz imagens;
No coração da vovó!

Para Lavínia, minha amada netinha!












Parabéns Marcella!

Fico quietinha, com o olhar que irradia felicidade, quando recordo fatos alegres ou tristes, porque o que importa, não é apenas que você tenha vencido, mas que você continua sendo forte e corajosa.
De onde vêm a vitória? Ela está escondida como um tesouro no passado ou num coração que batalha calado? A vitória vem dos valores transmitidos pelo seu exemplo de vida, vem da pessoa incrível que você se tornou e que inspira outras que cruzam seu caminho. A vitória vem de seu comportamento comedido, mas exagerado de generosidade e respeito pelo próximo.
Até a infância, a alegria estampava nos jeitos de menina,que tinha vó e vô, pai e mãe e irmã, tudo juntinho.
Até a adolescência, tinha mais interesse no futuro que no presente, tão cheio de incertezas e, por isso, a intensa dedicação aos estudos.
Então, na fase adulta, sem nenhuma surpresa, como formiguinha, o esforço e o compromisso pelo trabalho crescia e amadurecia em você.
Marcella, desde o seu nascimento, sem descanso, nós, mãe e filha, somos agraciadas pelo intenso amor de Deus. E olhando para o que se passou, vejo seu exemplo de determinação, perseverança e competência. E olhando para o futuro, vejo seu sonho realizado, ainda que o destino nos afaste, me sentirei protegida e segura, porque você é a estrela-guia da minha vida.


Com muito amor,
Mãe Rosana

sábado, 28 de junho de 2014

Uma avó muito "amorável".




Ainda que ficasse velhinha;
Ainda que passasse o tempo;
Ainda que perdesse a memória;
Ainda que vivesse juntinha.

Não esqueceria seus olhos;
Não fugiria da história;
Não soltaria suas mãos.

Estou presa à palavra;
Estou cheia de amor;
E insisto em ser amável;
E uma avó muito amorável!

Para minha netinha Laís, que assim como o poeta, também inventa palavras!!

terça-feira, 3 de junho de 2014

Luísa e as pedras


Toda pedra parece causar dor
Como um brilhante parece uma joia:
Diamante, rubi ou zircão.

São como os grãos de areia
que causam dor numa ostra
E transformados em pérola

São sete as cores do arco
que atravessa o céu
E multicolore seu rastro.

São sete os dias da criação
que Deus viu como era bom
E no sétimo largou mão.
  
São sete anos de pastor
que Jacó serviu com amor.
E contentou-se com mais sete.
                           
São sete os pães do milagre
que saciou a multidão.
E Jesus teve compaixão!

Também são sete os dons
que peço ao Espírito Santo
À "pérola"do ultrassom!
                                                                                                                                                          
Ao realizar uma ultrassonografia, Letícia foi diagnosticada com pedras nos rins e, ...  com outra “pedra” preciosa! Luísa, minha terceira netinha!
Com ternura e amor à Luísa, que nasceu hoje, em 03 de junho de 2014. Vovó Rosana.






domingo, 1 de junho de 2014

Vem cá Luísa!



Vem cá Luísa
Me dá tua mão
que um mundo novo
eu vou te mostrar!
Cheio de amores
e tão lindas flores
te farão sonhar!


Vem cá Luísa
Não tenhas medo!                                                                                                                                      
Que o teu desejo
Deus acolherá!
E um arco-íris no céu
explodirá em sete cores
Somente pra te encantar Luísa!


P.S.  À Luísa, minha terceira netinha! Mãos de Luísa e vovó Rosana.

segunda-feira, 3 de março de 2014

O OVO E O CARNAVAL

Amanheceu um ovo, um ovo pequenino e branco como a neve, na gaiola pendurada em meu quintal. Modesta morada dos bichinhos de estimação de minhas netinhas, nem tão estimados assim, pois raramente elas pedem pra vê-los. A gaiola sempre com as portas abertas e a “liberdade” de escolha em suas asas. Entretanto, nesta segunda-feira de Carnaval, a folia tomou conta das menininhas que trazia nos olhos maravilhados alegria e admiração. Assim, acontece a inesperada aproximação entre as menininhas e o casal de periquitos Blú e Brasil. Entravam correndo em direção ao quintal e,então vó, já nasceu o filhotinho? E sabendo que não havia novidade, ficavam como “estrelinhas sem brilho”.
A ansiedade das menininhas deve-se ao fato de que elas apenas esperam o ovo se quebrar e um “piu-piu” pequenininho surgir na gaiola. Neste carnaval, a grande folia ficou por conta da novidade: realmente a família vai aumentar!


P.S. Também esperamos ansiosos a chegada de mais uma menininha!!