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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O Batismo e o chapéu

Durante a renovação do batismo de minha afilhada Jaqueline, sexta-feira passada, minha memória insistentemente trazia à tona a recordação de um batismo, ao qual também fora madrinha. Desde o início, eu desejava batizar aquela criança.
 Naquele domingo, lembro-me claramente que acordei com os olhos verdes de esperança e a alegria no coração. Assim, extremamente feliz, fui ao encontro da minha primeira afilhada. No entanto, em minha chegada, ao olhar atentamente para minhas mãos vazias, uma onda de fúria e violenta decepção invadiram a alma daquela mãe, que aos berros dizia: Cadê o chapéu?! Você não comprou o chapéu?! Eu só pedi o chapéu e você não comprou!
Então, sem o chapéu que ela tanto sonhara para a filha, não poderia ir ao batizado, não sem o chapéu.
Segui, apesar de tudo, em direção à igreja. Ela nunca soube que a água benta do Espírito Santo misturada com minhas lágrimas jorraram com imenso amor sobre a cabeça de sua filha.
Nunca soube, pois não estava lá. Nem o chapéu!


  


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O Quarto Dia





No primeiro dia,
a luz  das trevas
separou o Criador!


Um firmamento entre as águas
no segundo dia colocou
e assim fez o céu, o Criador!


Que as águas debaixo dos céus
se ajuntem num mesmo lugar,
terceiro dia: terra e mar!

Deus disse no quarto dia:
façam-se  luzeiros no firmamento
são sinais e marcam o tempo!

O sol presidiu ao dia
e a lua presidiu à noite
era, então, o quarto dia!

Também nesse mesmo dia
no céu uma estrela brilhou
e Deus viu que era bom!

Quarto dia, quarta-feira,
brilha o sol e a estrela
minhas netas tão faceiras!


Obs: Amo imensamente as quartas-feiras, pois Lavínia (Sol) e Laís (Estrela) dormem bem juntinho da vovó Rosana Silva.









terça-feira, 5 de novembro de 2013

A estação de minh'alma






Minh'alma está na primavera. No dia das almas, último 02 de novembro, alguns sentimentos ruins foram enterrados naquele cemitério. Talvez até seja devido à enorme quantidade de velas acesas no túmulo de meus pais e avós. Farei 50 anos. Tenho menos forças. Fui inexorável aos apelos da vida. Já não preciso tanto de pressa. Sei que diante de um longo caminho, sempre haverá pedras, ainda que pequenas. A vida é bela em sua essência, em seu mistério que o tempo protege. Talvez esta beleza seja a esperança chegando por aí.

sábado, 2 de novembro de 2013

Uma pedra conta a história...



Epitáfios: são frases escritas sobre túmulos, mausoléus e campas cemiteriais para homenagear pessoas ali sepultadas. Normalmente, os dizeres são colocados em placas de metal ou pedras. 

Lápide ou lápida é uma pedra que contém uma inscrição (epitáfio) gravada para registrar a morte de uma pessoa, normalmente localizada sobre o túmulo ou anexa a ele. 

Uma pedra conta a história...

Nos  túmulos ou nas covas
uma pedra conta a história
perdida na memória!

Na leitura de um epitáfio
o resumo de uma vida, 
a chegada e a partida!

Tão frio quanto a pedra
o tempo seca lágrimas
e a dor que o peito traz!

Abro mão do epitáfio
homenagem descabida,
me alegrem...nesta vida!

Rosana Silva  02/11/2013














quinta-feira, 24 de outubro de 2013

ENTRE SONHOS E REALIDADES: NOSSA AMIZADE



“É preciso ler isto, não com os olhos, mas com a memória e a imaginação.” Machado de Assis

Etimologicamente, ”recordar” vem de “re” + “cordis” (coração), significando, literalmente, ”trazer de novo ao coração algo que, devido à ação do tempo, tenha ficado esquecido em algum lugar da memória”.




Naqueles tempos a vida era só alegria, aliás, alegria era comum em nossa vida. A vida corria simples, sem grandes sonhos, a não ser o de concluir os estudos.   Como era simples viver rindo à toa, sem correrias, sem deixar escapar os preciosos momentos; como naquele dia que brincamos na chuva... Aquela inesquecível CHUVA! Eu, você e seus irmãos, no caminho da Fábrica Presidente Vargas, próximo da sua casa e do meu emprego – casa da Lúcia- lembra-se? Quanta alegria! A alegria deu lugar à recordação... Somos ainda amigas; no entanto, existem tantas mudanças que parece que o tempo é outro. Estamos ocupadas demais em nossas vidas. Do meu quintal, observo a chuva, fico pensando: por que tanta distância? Isso era para ser exclusividade da morte. Sem desculpas ou possibilidades. Naquela época, naquele tempo, antigamente...  palavras que se tem ”apenas” quase meio século! Ao maravilhar-se com as lembranças do passado, alimentamos nossa alma e, de forma muito sutil, continuamos a viver. Sem dúvida minha esperança está contida nos sonhos e realidades. Contarei os dias, ansiosa, para reencontrá-la. E pretendo apenas recolher da vida algo tão valioso, que a faz mais digna de ser vivida: Nossa amizade!


“Recordo ainda” de Mário Quintana

Recordo ainda... E nada mais me importa...
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre de lembrança,
Algum brinquedo novo à minha porta...

Mas veio um vento de Desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na gralharia torta
Todos os meus brinquedos de criança...

Estrada afora após segui... Mas ai,
Embora idade e senso eu aparente,
Não vos iluda o velho que aqui vai:

Eu quero meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino... acreditai...
Que envelheceu, um dia, de repente!...


Feliz Aniversário! Felicidades!
Amo muito você querida Josi... Josiane!

Sua amiga Rosana.